Quando o mais puro morre

Michel Houllebecq (1956 -)
trad. do francês

Quando o mais puro morre
é invalidada toda a alegria.
Resta um buraco no peito
e sombras onde quer que se olhe.

Demora tão pouco
para desfazer o mundo…

Também vai-se a crença
E o que ela ajuda a construir.
Para ser e idolatrar,
vivemos na ausência.

Então a visão some em meio
às pessoas mais próximas.