Quercus faginea, 2

Tirar tudo de cima de mim.
Tudo o que está me dizendo
essa árvore plasmada
em segredos.

Também eu posso
trocar o silêncio da casa
à tua partida.

Ou parece justo
essa tanto de espera
por outra despedida?

2

Sob o peso dos frutos
do passado, tu te aprofundas.

Tuas raízes
entrelaçaram em mim, no futuro
que ainda não vimos.

3

E se me levasses contigo,
concordarias
em aliviar teu jugo?

4

Teu olho pesa ainda
como o primeiro e último juiz.
O único que sabe perdoar sem esquecer.

5

O teu mundo me apequena tanto…

6

Porém, se eu quiser sair, tu não permitas.

Por alguma razão
sanguínea, incompreensível,
acomodei-me em ti.

7

O tempo contigo é livramento.
Nunca foi castigo.

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