Mesa de doces

Nunca estou
para onde posso olhar.

Eu sempre me detenho nisso
(parece vício).

Os doces permanecem na mesa.
Não os provei.

E o troco do tempo perdido, sempre
me é suprimido.

Nessa conta nula, menos zero,
vou procurar por mim ao espelho.

Fui em quem pôs ali
a imensidão desse furo?

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