Guirlanda

À força de arrancar do chão
mero trapo, coisa nenhuma,
nada, levei a mão.

Mas duro, o caule airoso
e, sob as camadas de brisa,
enregelado da noite, o frio

dormia preso ao sangue,
na superfície plana
em que se fundiam

– traço insolente e exangue –
memórias fugidias
que ninguém devia saber

(mas eu sabia). O tempo
é tenebroso e firme
como as guanxumas.

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