Armadilhas

Fiz antes os castelos que os tijolos.
A fuga das guerrilhas, para viver
em seu fascínio, cedi, uma a uma,
às armadilhas. Coisa de tolos

que aprendem a nadar no raso
e, de repente, por profundo,
deslizam longe de tudo.
O tempo se conta é ao acaso

dos relógios, sem prazos
(eu, até ontem, nem sabia contar)…
Mas ninguém viu, ninguém sabe,
ninguém..

Agora, olho a sombra das asas
dos bichos. Suas formas
estranhas, espelhos de entranhas,
eu as aquieto em meu colo.

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