Amígdala

Nem um apelo à resposta
agrediria a dúvida
por tanto.

E nem uma chance inoportuna
nasceu alguma vez
do nada.

O deus do acaso
pode muito bem calar
numa recusa

e permitir ao vento que volte
a ser vento e volte
e vente.

E, óbvio,
salte tão alto
quanto impossível.

Como um olhar de cão
que pareceria eterno
e decidiu dormir;

a amígdala
que arderia sempre,
mas precisou ceder.

Só eu resisto à noite. Eu,
sem nem uma dúvida,
não saberia viver.

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