La mort n’en pas faim

A morte não tem fome, mas tem
cartas escondidas nas mangas
que ela guarda e distribui
em mal pensados suplícios.

Aqui, ela diria o impensável.
O que ninguém pensaria.
Mas roubamos dela a voz,
salvamo-la do benefício.

Não tem (mas tem) e até
que se prove o contrário,
ela finge que escolhe entre a dor.
Mentir é o seu corolário.

(E eis que se deve à destreza
dos dedos a escolha do que
viverá. Tem, mas não parece sua
a fome, que é da natureza.)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s