De qualquer jeito

A que horas foi mesmo dormir
o cão que adoeceu agora?

E quais uvas foram bicadas
quando ninguém mais as cuidava?

A cratera que havia aqui,
quem a cobriu?

Qual som parece o melhor
para tempestades?

E o caminho daqui até aí,
como encurtá-lo?

O sol desde marte, mantém-se
no mesmo lugar?

Travo ao dizer porque prefiro
ou devo?

Posso dizer que não gosto
do espetáculo?

E que aprecio mais as nuvens
desaparecidas?

Retiro da lixeira, ou deixo,
os velhos poemas?

Parco, o porco que perca
o que ele conspurca?

Eu, do que duvido, mantenho
em silêncio (e se me parte o peito?)?

Ainda que seja preciso acabar com isso
de qualquer jeito?

 

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