Rompimento

Dizer a ninguém essas palavras
não é o mesmo que não dizê-las.
Estavam cobertas de pó.
Eu vim ventilá-las ao céu da manhã.

Livres, vejo que
nunca me pertenceram, e que
teriam se perdido de mim
caso pudesse perdê-las.

Estavam como se numa barreira,
presas por uma pedra só,
mas respiram melhor agora
do que aqui, amanhã.

Teria as sufocado, gritado
ou, de outro modo,
duvido que me salvassem de todo.
Seu limite é duro, preciso,

e servem para aquele momento,
mais nada. Ainda que
não desejasse, mais tarde
estariam todas erradas.

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