Velho

velho de doer
e muito sério, um rato
vai a correr – a casa
é de quem quiser –
a alma é só
um corpo em paz,
não é um ser

envolto em linhas
e outras coisinhas
bebendo algo
com uma colher – tudo
o que lembra
(como é feliz!)
pode esquecer

enfrentou guerra
e gangrena
derrame
e safena
tudo bem antes
de morrer

um rato
muito velho
pelo bigode
pata, unha
e corcunda
se pode ver

velho
de doer
osso e nervura
agora só
o que ele faz
é remoer

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