Hora de dar turn off em 2014

Estava pensando em uma imagem/ideia síntese do ano que se vai e muitas, uma enxurrada infinita delas minha memória acessou, mas nenhuma me serviu. Não que não sejam boas, adequadas e convenientes, mas sei lá, não consegui olhar e dizer: é essa!

Muitas quase chegam lá, mas não servem exatamente para o que estou pensando. Nenhum político, jogador de futebol, celebridade, artista ou intelectual fez algo muito fora do script, algo que valesse nota para destaque. Fizeram mais ou menos o que se esperava deles, que é cada vez menos, diga-se de passagem.

O Obama até que tentou no apagar das luzes, mas até os analistas políticos de botequim já desvendaram as motivações econômicas por trás do gesto todo que, interpretado como ideológico, perde sua verdadeira nuance política. Obama chegou tarde também e os EUA perderam a chance histórica desse reatar foi em 1990, na queda do muro de Berlim. Mas, nessa época, provavelmente não havia iraquianos perigosos o suficiente para acabar com o fantasma da “invasão bárbara“.

Teve o Neymar também, que não salvou a fiasqueira da Copa. Fora os candidatos à eleição e suas aparições fulgurantes. Tudo deletado da minha memória, que já não tem mais tempo nem espaço para tranqueira.

Se eu fosse escolher uma figura simbólica, eu penso seriamente é no Rubinho Barrichello. O eterno atrasado. Símbolo do ano que já vai tarde, com suas chatices (sem tirar o gostinho daqueles que aproveitaram honestamente o ano) e com suas esperanças renovadas e.. mas que nada! Nada disso de renovar esperanças. Ano novo é época de criar novas esperanças e não ficar regando planta morta, a quem se deve o devido cuidado, lógico, mas sem esperar por que retorne, ressignifique, renasça.. Essas coisas todas.

Pesquisei uns vídeos motivacionais e também não tive grande sucesso. Muita frase de efeito, mas conteúdo mesmo fui achar num senhor já de idade avançada. Gosto muito dele. Na verdade, sabia de antemão que não me decepcionaria. Gosto principalmente da ideia de não perseguir alucinadamente a felicidade, mas tentar viver com poesia, que ela – mais do que “ninguém” e sem pedir nada em troca – sabe retribuir na medida exata da nossa própria compreensão..

Então é isso. Por um 2015 mais poético e menos prosaico. Meu desejo sincero para todos.

Turn off.

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