Pelos nomes

eu não sou quem conhece as árvores pelos nomes
e nem conheço todos os seus segredos

a primavera, quando brota do degelo
as pedras e pratarias que pedem o lustro do verão
as pequenas palavras que se alcançam em mãos
o conforto de dormir

eu tinha gestos que não me servem mais
são como estátuas que aos poucos se cansaram

eu vivo e mergulho, respiro e vou abaixo
para dentro de um tempo que não se move

estou ainda em seus olhos
em uma forma de ficar para sempre
ínfimo, mínimo, silencioso, inerte

quanta sombra as árvores farão?
e o que restará desta chuva toda?

por enquanto tudo é culpa do calor
que ainda está por vir

até mesmo para as árvores
uma hora dessas tudo deve acontecer

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